A Oneok dá aos investidores de renda tudo o que pedem: alta de 18% no ano, rendimento de 4,8% pagando US$ 4,28 por ação, 60 mil milhas de dutos e 90% dos lucros baseados em tarifas — isolados das oscilações das commodities. A pergunta depois do rali já não é qualidade. É preço.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| 2026 no ano | +18% |
| Dividend yield | ~4,8% (US$ 4,28/ação) |
| Lucros baseados em tarifas | ~90% |
| Lucro líquido 1T | +12% |
| EBITDA 1T | +13% |
| Volumes de NGL Permiano/Golfo | +31% |
| P/L (projetado) | ~16 |
| PEG | >2 |
Por que se moveu
O rali tem fundamentos por trás: a gestão elevou o guidance de 2026 após um trimestre com lucro líquido +12%, EBITDA +13% e volume de líquidos de gás natural +31% nos corredores do Permiano e da Costa do Golfo. O midstream é silenciosamente uma história da era da IA também — mais demanda por energia a gás significa mais moléculas passando pelos mesmos dutos que cobram pedágio. Economia de pedágio em uma fita altista de energia.
O que isso significa para você
A um P/L projetado perto de 16, a OKE já não está barata contra a própria história, e um PEG acima de 2 diz que o crescimento já não cobre o múltiplo. Isso não a torna uma venda — torna-a um manter-e-receber: o rendimento de 4,8% é bem financiado por fluxo de caixa tarifário, mas quem compra ao preço de hoje está subscrevendo renda, não valorização. Energy Transfer e Enterprise Products negociam mais baratas se a avaliação for a prioridade.
Conclusão: seguiria recebendo com prazer os 4,8% da OKE, mas não persigo um rali de 18% em um nome de midstream com PEG acima de 2 — o dinheiro novo espera o recuo que as histórias tarifárias oferecem com confiabilidade nas correções de energia.
