A visita planejada de Trump a Xi Jinping na China é o evento geopolítico mais significativo para o posicionamento de carteira na Ásia-Pacífico em 2026. A agenda inclui tarifas e IA — as duas questões bilaterais mais determinantes entre as duas maiores economias do mundo. Minha leitura: a cúpula cria uma árvore de cenários com implicações assimétricas para a exposição regional.
Os três cenários e suas implicações para a carteira
Cenário 1: Acordo abrangente (probabilidade 25%). Estrutura tarifária ampla. Gatilho para uma reclassificação significativa dos ME chineses — provavelmente 15–25% de potencial de alta em ações chinesas.
Cenário 2: Acordo limitado (probabilidade 50%). Acordo setorial cobrindo agricultura e bens de consumo, mas não tecnologia e semicondutores. O resultado historicamente mais consistente.
Cenário 3: Sem acordo (probabilidade 25%). Cenário de -5 a -10% para ações chinesas com efeitos em cascata sobre os ME regionais.
— Ruslan Averin, averin.com
